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Acesf quer construir cemitério vertical na zona sul de Londrina

por TV Tudo

Um terreno de mais de 40 mil metros quadrados que fica ao lado da unidade dois da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina) e em frente à Casa de Custódia, na região sul de Londrina, poderá receber um cemitério vertical municipal. A ideia é da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina), que projeta que o local possa abrigar de 25 mil a 30 mil jazigos caso o projeto se torne realidade.

A área foi desapropriada em 2009 tendo como destinação o desenvolvimento do sistema penal, conforme escritura registrada na prefeitura. No entanto, passados cerca de 13 anos nada foi feito no lugar, que está vazio e acumula mato. No ano passado, o Depen (Departamento Penitenciário do Estado do Paraná) foi questionado pelo poder público municipal se ainda havia interesse em levantar um presídio no terreno.

Segundo o superintendente da Acesf, Péricles Deliberador, o Estado já sinalizou que não pretende utilizar o espaço. Agora, o processo está nos trâmites burocráticos dentro da própria prefeitura, com a autarquia aguardando o parecer se o Executivo pode repassar o terreno para ela. “Devemos terminar em breve as capelas mortuárias da zona sul (na avenida Guilherme de Almeida) e não temos um cemitério nessa região. Seria importante essa construção para melhorar a possibilidade de atendimento na cidade”, destacou. As capelas que estão sendo levantadas na antiga sede da usina de asfalto do Pavilon devem ficar prontas em março.

O planejamento inicial é que de que o município banque a edificação do cemitério, no entanto, não está descartada uma parceria público-privada. “Não temos valores ainda (de quanto vai custar), mas terá que construir muros, mais uma capela mortuária, pelo menos, salas administrativas. Não será pouco valor (para investimento)”, detalhou.

AMPLIAÇÃO
Londrina tem cerca de 45 mil sepulturas nos 14 cemitérios públicos. Deliberador garantiu que a cidade não enfrenta escassez de túmulos, no entanto, algumas medidas vêm sendo adotadas para ampliar o número. “Deveremos construir de 300 a 500 jazigos verticais no Jardim da Saudade, na zona norte. Temos autorização da Sema (Secretaria Municipal de Ambiente), verba pronta. Faremos a concessão de uso depois da construção”, explicou.

O custo previsto é de R$ 600 mil. A Acesf está vendo ainda a possibilidade da mesma empresa que construiu estruturas parecidas em outros cemitérios possa ser responsável pela obra, caso ainda tenha vínculo com o município. Do contrário, uma licitação terá que ser lançada. A autarquia também está requerendo sepulturas que não estão sendo mais utilizadas nos cemitérios, como o São Pedro, no centro, e Padre Anchieta, na zona leste. Por lei, o permissionário não pode vender para terceiros.

“A parte mais difícil (de demanda por sepulturas) passamos ano passado, com um excesso de óbitos pela Covid-19. Chegamos a ter 15, 16 falecimentos apenas por coronavírus em um dia no ano passado, fora os óbitos por outros motivos. Neste mês temos vários dias sem nenhum. Mostra que a vacina está obtendo resultados importantes”, comentou.

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